Olha só como se comete um crime ecológico sem se dar conta ou pior, até se dando conta, mas mesmo assim cometendo, por puro enternecimento, pela sensação efêmera de tê-la em nossas mãos, nós a agredimos...
É de se fazer pensar...
Estive em Manaus pela primeira vez em minha vida, me senti deslumbrada, feliz e orgulhosa de novo por fazer parte, fazer parte como brasileira dessa imensidão de águas e verdes, deslumbrada e feliz por ter visto pessoalmente o encontro das águas entre o Rio Negro e o Rio Solimões, lugares que achei que não sairiam do livro de Geografia da minha infância...
Mas infelizmente, com toda a minha consciência de paulistana letrada, cometi mais um crime contra o meio ambiente associando-me ao rapaz que trouxe “a preguicinha”, muito menos criminoso do que eu pela sua própria condição e nessa circunstância a parte mais fraca depois dela, e eu com todo o meu conhecimento e informação, optei pela sensação de tê-la em meus braços, sem pensar no seu sofrimento por ter sido tirada do colo de sua mãezinha do meio da mata fresca para ser levada para um barco feio e torpe que ficaria parado no meio do rio debaixo de um sol escaldante para servir de “espetáculo”, que na verdade não passa de um deprimente ultraje à natureza.
Podemos usar esse fato para pensar que sempre que preferimos o nosso conforto imediato inconseqüentemente, estaremos agindo em detrimento de alguém ou de todos nós. Quando no banho demorado, no ir de carro ao invés de ir a pé ou dividir a carona, no descartar de bens reaproveitáveis, esquecemos ou fingimos que esquecemos, protelamos e criamos sofrimento para depois, para nós mesmos, ou para os nossos, a nossa Terra é redonda, e nós já sabemos que o lixo não vai sair dela, e que o bem estar é momentâneo e ilusório, pois tudo o que negligenciarmos daqui prá frente ou que já tenhamos negligenciado antes mesmo, vai ser cobrado, não por castigo ou represália, mas como conseqüência natural simplesmente.Temos que nos acostumar a pensar nas conseqüências dos nossos menores gestos.
Querida mãe natureza, nos perdoe, sabemos o que fazemos, é por isso que penso que a consciência ambiental é intrínseca à consciência cristã, pois enquanto não tivermos solidariedade, compaixão e amor suficientes não conseguiremos ser ecologicamente corretos, pois para sermos cristãos ou ecológicos precisamos aprender a pensar no outro a respeitar o modo de vida de cada um e principalmente zelar pelo seu direito e pelo seu espaço.
Deus perdoe-nos mais uma vez...
É de se fazer pensar...
Estive em Manaus pela primeira vez em minha vida, me senti deslumbrada, feliz e orgulhosa de novo por fazer parte, fazer parte como brasileira dessa imensidão de águas e verdes, deslumbrada e feliz por ter visto pessoalmente o encontro das águas entre o Rio Negro e o Rio Solimões, lugares que achei que não sairiam do livro de Geografia da minha infância...
Mas infelizmente, com toda a minha consciência de paulistana letrada, cometi mais um crime contra o meio ambiente associando-me ao rapaz que trouxe “a preguicinha”, muito menos criminoso do que eu pela sua própria condição e nessa circunstância a parte mais fraca depois dela, e eu com todo o meu conhecimento e informação, optei pela sensação de tê-la em meus braços, sem pensar no seu sofrimento por ter sido tirada do colo de sua mãezinha do meio da mata fresca para ser levada para um barco feio e torpe que ficaria parado no meio do rio debaixo de um sol escaldante para servir de “espetáculo”, que na verdade não passa de um deprimente ultraje à natureza.
Podemos usar esse fato para pensar que sempre que preferimos o nosso conforto imediato inconseqüentemente, estaremos agindo em detrimento de alguém ou de todos nós. Quando no banho demorado, no ir de carro ao invés de ir a pé ou dividir a carona, no descartar de bens reaproveitáveis, esquecemos ou fingimos que esquecemos, protelamos e criamos sofrimento para depois, para nós mesmos, ou para os nossos, a nossa Terra é redonda, e nós já sabemos que o lixo não vai sair dela, e que o bem estar é momentâneo e ilusório, pois tudo o que negligenciarmos daqui prá frente ou que já tenhamos negligenciado antes mesmo, vai ser cobrado, não por castigo ou represália, mas como conseqüência natural simplesmente.Temos que nos acostumar a pensar nas conseqüências dos nossos menores gestos.
Querida mãe natureza, nos perdoe, sabemos o que fazemos, é por isso que penso que a consciência ambiental é intrínseca à consciência cristã, pois enquanto não tivermos solidariedade, compaixão e amor suficientes não conseguiremos ser ecologicamente corretos, pois para sermos cristãos ou ecológicos precisamos aprender a pensar no outro a respeitar o modo de vida de cada um e principalmente zelar pelo seu direito e pelo seu espaço.
Deus perdoe-nos mais uma vez...
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